Depois de entrar para o hall da fama e permear os sonhos de muitos ufólogos, a estrela KIC 8462852 e sua megaestrutura alienígena está de volta para provar uma coisa: Na ciência, suposições são a base da desventura.

Após novas observações, os cientistas concluíram que o brilho errático do astro, que também é conhecido como estrela de Tabby, não provém da presença de uma megaestrutura alienígena que filtraria uniformemente seus comprimentos de luz. Infelizmente, para os ufólogos, não passou de uma confusão e uma pitada de irresponsabilidade por parte dos cientistas ao propor essa ideia. As irregularidades não são fruto da manipulação extraterrestre.

 

Mesmo assim, a realidade dos fatos não deixa de ser interessante. Como muitos da comunidade científica já esperavam, as alterações inconstantes no brilho da estrela Tabby ( o que indica a ausência de planetas) são causadas por poeira, provavelmente proveniente de uma lua ou planeta destruídos recentemente. E mesmo não sendo uma megaestrutura de uma supercivilização alienígena, ainda há muito o que se investigar nessa região do cosmos.

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O início da história

Toda essa história que por pouco não se tornou digna de uma adaptação para os cinemas, começou em 2011, quando ao analisar dados do Kepler, cientistas amadores do projeto Planet Hunter (caçadores de planetas) observaram irregularidades na luz emitida pela estrela Tabby. Nada similar havia sido registrado até então.

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Planetas, como você bem sabe, possuem órbitas. Isso quer dizer que a cada um período de tempo específico ele vai ficar estre sua estrela e seu satélite de observação aqui da Terra. Dessa forma, podemos definir se as falhas na emissão de luz são causadas por um planeja ou não. E, se sim, qual o tempo de órbita do mesmo. Nesse caso, as falhas de luz aconteciam de forma assimétrica, ilógica. Isso, somado ao fato de a estrela Tabby estar aparentemente enfraquecendo, haja vista que tempos depois sua luz diminuiu subitamente, levou os cientistas amadores envolvidos no caso a acreditarem que pudesse ser algum tipo de megaestrutura alienígena que estaria drenando a energia da estrela para uso próprio e, ao fazer isso, bloqueava sua luz para nossas lentes de observação.

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Na ciência, cautela é a lição número um. Caso o contrário você pode acabar disseminando informações errôneas, como neste caso. Além de nutrir as expectativas de muita gente que esperou pelo anúncio oficial da descoberta de atividade extraterrestre, esse tipo de equívoco presta um desserviço à ufologia e aos campos científicos tradicionais.

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