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Essas são duas correntes de pensamento bem distintas, que de fato nunca conversam entre si. De um lado, os imprescindíveis argumentos baseados em fatos científicos e dados comprovados. Do outro, uma visão espiritualista de um crescente fenômeno, os discos voadores.

 

 

 

Ufologia Científica

Antes de mais nada, é preciso entender o que de fato é a ufologia. Como o próprio nome sugere, ela é o estudo de objetos voadores não identificados. Ou seja, ela tenta entender aparições desses objetos que, por vezes, fazem algum contato com nós humanos. Todavia há uma grande confusão quando tratamos de raças alienígenas. Não cabe ao ufólogo desvendar os mistérios de seres alienígenas, isso é trabalho para os astrobiólogos. A ufologia deve analisar um caso específico e ir descartando todas as possibilidades para a manifestação daquele fenômeno. Alguns exemplos são meteoritos, luzes refletidas de outros orbes, balões meteorológicos e etc. Em último caso, considera-se um objeto voador não identificado. Mesmo assim, não cabe ao ufó

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logo afirmar que aquilo é de procedência extraterrestre. Apenas concluímos isso porque em alguns casos o objeto parece ser operado por algo inteligente. O problema de afirmar que aquilo é algo alienígena é que não se pode provar, por mais que essa seja a opção mais válida.

 

O verdadeiro ufólogo usa parâmetros científicos para realizar suas pesquisas. Portanto, é comum que a astronomia, a física e até mesmo a química estejam presentes no dia-a-dia desse profissional. Os agroglifos são uma boa prova disso. A partir de exames químicos, foram descobertas coisas interessantíssimas acerca dos agroglifos que surgem no mundo todo. Um dos pontos que mais se destaca é a ausência de vida microbiana dentro das figuras. Isso quer dizer que quem ou o que fez tais marcas no solo, fez de tal forma que esterilizou a área da figura. E ainda sim existe diversas fraudes por aí, daí a importância de estudos sérios e restritos à ciência.

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Ufologia Mística

A ufologia mística aproxima-se mais da religião do que da ciência. Ela envolve diversos aspectos da espiritualidade como, por exemplo, a reencarnação. No livro “Os Exilados de Capela”, publicado por Edgard Armond em 1949, o autor narra a história de um planeta não muito distante daqui. Na narrativa, esse planeta evoluiu, mas alguns de seus habitantes ficaram para trás na linha evolutiva. Seus espíritos então foram trazidos para reencarnar na Terra e assim continuar sua evolução espiritual. É uma visão muito interessante, porém pouco realista, haja vista a falta de evidências.

Outra figura muito conhecida da ufologia mística é Ashtar Sheran. Alguns dizem que ele é o comandante da “frota estelar” (isso mesmo, frota estelar), outros dizem que este é o nome dado a própria federação galáctica. De qualquer forma, esta é mais uma afirmação que cai por baixo quando aplicamos o raciocínio científico. Carl Sagan, um dos maiores astrônomos de todos os tempos, desmascarou Ashtar Sheran ao visitar diversas pessoas que diziam manter contato telepático com essa entidade. Ashtar discorria sobre a paz e o amor, sobre como a humanidade deve agir, mas quando indagado sobre física ou matemática básica, nunca havia uma resposta. Mas por que razão, um ser que diz ter milhares de anos de evolução a mais que a nossa não saberia responder questões básicas de matemática?

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Sei que serei severamente criticado por alguns trechos desse artigo. Mas, tudo bem. Afinal, o blog chama-se Ciência Ufológica. Por aqui, a ufologia mística não tem muito espaço. Mas quero firmar meu respeito e compreensão por quem é entusiasta do assunto. Como amantes da ciência, devemos manter nossa mente aberta, mas com cautela. Assuntos como “Ashtar Sheran” não são impossíveis, mas bem improváveis. Você pode estudá-lo e se interessar pelo assunto, mas devemos sempre priorizar o que há evidência. A ciência é sólida. A crença, refutável.

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