Você já se imaginou fazendo parte de uma nação verdadeiramente extraterrestre? O primeiro país espacial, como vem sendo chamado, acabou de ser fundado no papel. A boa notícia é que você pode ser um cidadão dele, a partir do pedido de dupla cidadania. Neste caso, só poderão participar pessoas que morem em países que permitam a dupla cidadania, o Brasil é um deles. A programa ainda exige que o candidato tenha mais de 18 anos.

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Em homenagem a Asgard, terra mitológica de Odin, a astronação foi batizada como Asgardia. O maior objetivo do projeto é garantir que esse novo país deixe para trás os conflitos geopolíticos da Terra e, por isso, são aceitas pessoas de qualquer parte do mundo, desde que a dupla cidadania seja aceita. Tendo isso em vista, o slogan do país é bem direto e explicativo: “Paz no Espaço”.

 

Mais de 370 mil pessoas já se inscreveram. Com essa população, Asgardia seria o 178º país mais populoso do mundo, ou entre a raça humana, pelo menos. A proposta é que os primeiros 100 mil inscritos tenham prioridade durante a seleção. Contudo, vale ressaltar que os avaliadores por trás do projeto, dão preferência para pessoas com competências específicas, entre elas profissionais da ciência, tecnologia e direito espacial.

 

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Como o projeto se tornou viável?

cientista e empresário Igor Ashrbeyli, russo nascido no Azerbaijão, é o fundador de Asdargia. Ele carrega consigo uma equipe de cientistas de peso, o que dá toda a credibilidade a seu projeto.

A início, essa equipe singular de empresários e cientistas estão financiando a ideia com recursos próprios. Com dinheiro do próprio bolso, no bom e velho português. Com isso, eles estimam atingirem resultados satisfatórios e, assim, atrair novas parcerias de investimento para lançar o primeiro satélite em prol da democratização da exploração espacial. Algo que, hoje, só é acessível a uma pequena e privilegiada parcela das nações.

 

Apenas 20 dos 200 países tem acesso à exploração espacial. É preciso agir com cautela para que a exploração de recursos espaciais não faça com que a desigualdade aumente e que as disputas geopolíticas atinjam outros orbes no universo. Essa é a principal proposta de Asgardia, garantir a regulamentação para lidar com esse tipo de situação.

 

A nave deverá ser lançada em parceria com algum país com pouco histórico de exploração espacial, como o Brasil. Enquanto o projeto não sai do papel, seus idealizadores estarão focados no processo de seleção. Reunir pessoas que se abstenham de disputas nacionais e culturais. Pessoas que lutem por um mesmo propósito, a “Paz no Espaço”.

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